Archive for January, 2009

Myths

January 28, 2009

In the academic fields of mythology, mythography, or folkloristics, a myth is a sacred story involving symbols that are usually capable of multiple meanings. The body of myths in a given culture usually includes a cosmogonical or creation myth concerning the origins of the world or how the world and its creatures came into existence. The active beings in myths are generally gods and goddesses, heroes and heroines, or animals. Most myths are set in a timeless past before recorded and critical history begins.

A myth is a sacred narrative in the sense that it holds religious or spiritual significance for those who tell it, and it contributes to and expresses systems of thought and values. Use of the term by scholars implies neither the truth nor the falseness of the narrative. To the source culture, however, a myth by definition is “true,” in that it embodies beliefs, concepts, and ways of questioning and making sense of the world.

Myths

Myth can be defined as “a narrative (story) concerning fundamental symbols which are constitutive of or paradigmatic for human existence. Myth is universal human phenomenon. It attempts to express through symbol ultimate reality, which ultimate reality transcends both the capacity of discursive reasoning and expression in ordinary human language. Myth points to a reality beyond itself which cannot be directly symbolized. Paul Ricoeur refers to this as “surplus of meaning”. Every society and tradition, whether ancient or modern, has its myths and is given to myth-making. Formally, myths are narratives (tales) about symbols; functionally they are vehicles of ultimate meaning. The narrative form is basic to myth and distinguishes it, on the one hand, from other symbolic expressions of reality (poetry and art) and, on the other hand, from discursive reasoning about ultimates (science, philosophy and theology). The principal function of myth is cosmicization (making the world livable). Myth “establishes” the cosmos and the fundamental symbols by which a society orders its existence. Its history is “timeless” and paradigmatic for the present.

Myths are not necessarily connected with religion or ritual, as the Nazi myth in our own century demonstrates. They need not be divine heroes but can be human protagonists. Many aspects of myth remain uncertain. Whether myth originates in the imagination or in the unconscious mind, or is the product of the fundamental structure of human thought processes remains moot.

Although the Renaissance brought a renewed interest in classical antiquity, including Greek and Roman mythology, the modern study of myth began in earnest with the Enlightenment, when new myths from various parts of the world became known in Europe. Voltaire and Hume held that religion ad myth developed as the awed but mistaken response of ignorant savages to natural phenomena which were beyond their comprehension and control. A more positive evaluation of myth was inaugurated by the early eighteenth century Italian philosopher Vico. With great insight Vico posited that myth came from within man’s own deepest inner nature; using the imagination rather than reason the first men gave true—even if non-rational and pre-scientific –answers to the original dilemmas. Vico’s views would have considerable influence in the following century upon the romantics like herder and Schelling, who enthusiastically affirmed myth as primal wisdom in poetic form. With Freud the study of myth entered a new period, as the source for the mythic impulse was now sought within the interior workings of the human mind or psyche rather than in external conditions. He interpreted myth as the collective dream of a people, an infantile manifestation of group unconscious. Jung rather developed the theory of the “collective unconscious” to include archetypes (inborn tendencies possessed by all humans to for certain general symbols) as an explanation of why certain symbols or images seem to be universally shared.

Levy-Buhl maintained that myth is the product of a prelogical “primitive mentality”. Perhaps most promising of all is the structuralist theory of Levi-Strauss. According to him, myth is a fundamental mode of human communication which derives, apparently, from the basic structure of the human mind. The phenomenological approach to the history of religions, popularized through the writings of van der Leeuw and Mircea Eliade especially, seeks to provide an objective description of religion through a comparative study of the actual religious experiences of humankind. Phenomenologists have tended to link myth and ritual as complementary aspects of religious experience.

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Luis de Menezes Bragança

January 24, 2009

Um Jornalista Goês de Valor

Luís de Menezes Bragança nasceu em Chandor em 15 de Janeiro de 1878, filho de Domingos Juveniano Menezes, de Calapur (Ilhas) e de Claudina Stael de Bragança Menezes, de Chandor.

Órfão de pai aos sete anos de idade, Luís de Menezes Bragança, seguindo a velha praxe, fez os eus estudos no Seminário de Rachol. Frequentou, depois, o Liceu de Panjim (1897-98) e fez o exame das cadeiras de português, latim, literatura, geografia, história, matemática, física, economia política e marata, e obteve distinções em todas as cadeiras, menos na de marata. . Ele revelou raro poder intelectual e amor às letras e às ciências. Em 1899 saiu do Liceu e em 1900 entrou na Escola Médica. Mas não pode fazer o exame doprimeiro ano pore star acometido de febre tifoide. Depois dessa doença, MB ficou um ano a convalescer em Panjim, tendo afinal abandonado o curso de Medicina. Durante o seu prolongado repouso, tomou gosto pela leitura. Viam-no le raté altas horas de noite. MB fez a estreia de jornalista no diário O Heraldo e depois no O nacionalista, do seu tio e sogro, Dr.Ligório de Cunha, de Cuelim, e no Comércio, de Panjim, da direcção do adv. A.X.Gomes Pereira, em 26 de Outubro d 1909. Em 3 de Abril de 1911, MB abalançou-se a fundar o seu próprio jornal O debate, jornal de doutrina, de ideias e de crítica, republicano e democrático, tendo por alvo a reformação mental do goês e a familiarizá-lo com pensamento contemporâneo.

Pouco depois de ter dado brilho ao mais antigo diário das colónias portuguesas, MB eclipsou-se, refugiou-se no seu palácio de Chandor, para reapareer num semnário chamado Nacionalista, em que ele revelou o seu espírito de independência e aprumo intelectual. Nascido numa família católica e educado no Seminário de Rachol, ainda novo MB quebrou a tradição da sua ancestralidade religiosa. Etra resultado dos escritores como Renan, Montesquieu, Diderot, Voltaire e Enciclopedistas Franceses. Apaixonou-se pela liberdade e pelos princípios altos. Ele sentiu o espírito de intolerância religiosa e atacou o clericalismo e a dominação da Igreja. Ele foi livre pensador, mas sempre batalhou em prol da verdade tal qual ele conheceu e viveu. A sua hostilidade ao clero era impessoal.

Com a implantação da República, todo o esforço de MB orientou-se no sentido de ver o seu ideário plenamente realizado. Daí, o Debate foi o mais poderoso veículo de suas ideias. Ele defendeu a pureza de doutrinação republicana. Mostrou o vigor das suas conviccões de antes quebrar do que torcer. O Debate impunha-se pela sua linha de conduta, sobria, elegante, culta Nãso pretendeu imitar o estilo dos outros. A sua linguagem era límpida e rica. Manejou a língua com extema destreza e elegância. Foi sempre vitorioso, esgrimindo com florete nos seus ecos e comentarios. Revelou uma inteligencia olimpica, orientada e esclarecida por espirito cientifico. Ele foi inimigo figadal da monarquia, mas apoiou a Republica. Colaborou com o jornal Pracasha, cujo primeiro numero saiu em 23 de Março de 1928, da direcçao do advogado Venctexa Sar Dessai. Destinava-se a defesa da liberdade religiosa. Ele defendu o principio constitucional de liberdade de cultos. Ele combateu a Ditadura do Estado Novo, a sua politica liberticida e o regime da escravizacao, introduzido pelo Acto Colonial da autoria do Dr.Antonio Salazar.

Entre os jornais de Goa, Pracasha era unico jornal que era especialmente lido e considerado ate pelo proprio Dr.Salazar. Ele combateu a Ditadura Sidonista e Salazarista. Ele obteve vitoria na luta contra o regime de Republica Nova do Sidonio Pais e contra o irritante procedimento do Governandor, Freitas Ribeiro. Com o triunfo desta grande batalha, pode considerar-se fechado o esplendoroso ciclo de existencia do Debate que começcou a publicar-se em 3 de Abril de 1911 e findou inesperadamente com o numero de 16 de fevereiro de 1921.

Enquanto se publicava o Debate. actividade de MB nao se limitou  somente ao jornal. Ele tomou aprte activa nos Congressos Provinciais de Goa, sendo eleito seu quarto Presidente.  O Debate que começara a sua publicaçao em 3 de Abril de 1911, cessou-a em 16 de fevereiro de 1921. Desde 1919 a 1921 MB representou o Concelho das Ilhas no Conselho do Governo. Em 1924, o Governo da India enviou MB como um dos seus delegados, para o Segundo Congresso Colonial de Lisboa. O Pracasha foi suspenso pelo Governo em 28 de Julho de 1937.

Quando em 1938, Jose Cabral foi nomeado Governandor da India, Rocha Diniz, ao tempo Procurador da Republica em Lourenço Marques recomendou ao MB o novo Governador, por ser liberal. Mas MB, feil ao seu ideario democratico e anti-ditatorial, respondeu que ele nao podia colaborar com um Governador que servia uma situaçao que ele combatia. Mas quis o Destino que MB falecesse no mesmo dia em que Jose Cabral chegou a Goa, em 10 de Julho de 1938. O Instituto Vasco da Gama fou denominado Instituto Luis Menezes Bragança. a partir do dia 10 de Julho de 1963 por portaria do Governo de Goa, Damao e Diu, sendo o Governandor Tenente T.Shivasankar. Na mesma data, a Camara Municipal das Ilhas, da presidencia do Dr.Maximo Menezes, deu o nome do ilustre patriota ao antigo Parque Salazar. Em 23 de Dezembro de 1964, o Ministro de Educaçao Cormoli inaugurou nesse parque o busto de MB em bronze, com pedestal de marmore, do cinzel do arista goes, laureado pela Academia das Belas Artes de Berlim, Piedade da Cruz, no mesmo sitio onde antes se erguia o busto do Dr. Salazar. Em 25 de Janeiro de 1965 procedeu-se a inauguraçao do outro busto de MB em Margao, onde ele pilotou a grande batalha de Abstençao Eleitoral contra o Governo Portugues que sofismava a autonomia da India Portuguesa. D.Maria de Menezes Bragança foi convidada a descerrar o busto do seu pai. O programa finalizou-se com a publicaçao do volume em que foram publicados os seus artigos.

O Espiritismo

January 24, 2009

por

Carlos Antonio Fragoso Guimarães


Música: Cânone, de Pachebel

Etimologia. – A palavra Espiritismo – em inglês Spiritism; Spiritisme em francês – se origina do substantivo espírito, que, por sua vez, advém do vocábulo latino Spiritus, cujo signficado seria o de princípio vital, ou seja, sopro vital, essência anímica, espírito.

O termo espiritismo foi usado amplamente a partir do século passado para designar um corpo de doutrina (ou um conjunto de princípios teóricos de cunho lógico), baseado em observações empíricas, dados e conclusões que postulam a sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico, concepção esta, porém, já encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino, assim como no Cristianismo e no pensamento da Filosofia Oriental.

Características.- Por seu postulado básico de que o homem é formado de algo mais que a mera matéria física, o Espiritismo é uma escola espiritualista. Mas enquanto existem várias escolas espiritualistas – e nem todas acreditam na sobrevivência da individualidade após a morte, embora acreditem que o homem seja formado com algo mais que a mera matéria -, o espiritismo possui algunas caracterísiticas distintivas, entre elas, a da idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais. Esta doutrina foi elaborada – em suas linhas mais conhecidas – na Europa, particularmente na França, a partir de um conjunto de observações recolhidas por inúmeros pesquisadores independentes, sendo codificada ( ou seja, tendo seus principais pontos característicos sido sistematizados a partir de material recolhido sobre os fenômenos espíritas ) pelo educador francês Hippolite Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec. Portanto, em seu início, o espiritismo tinha um forte caráter empírico dedutivo, o que atraiu a atenção de vários cientistas famosos, como veremos mais adiante.

Posteriormente, à medida que se difundia e se popularizava, esta doutrina passou a receber o impacto cultural e tradicional dos países em que adentrava, vindo a apresentar, além de suas caraterísticas empíricas com desdobramentos filosóficos, igualmente, uma característica religiosa. Esta última acabaria por se destacar mais em vários países, principalmente no Brasil. Esta característica era, porém, estranha ao movimento em outras culturas, como a Inglaterra e a Alemanha, por exemplo. O próprio Allan Kardec enfatizou em seus escritos (O que é o Espiritismo, O Livro dos Espíritos e em alguns artigos da Revue Spirite) que o espiritismo – por se basear em observações e deduções pela comparação do material de comunicações espíritas – era um doutrina científica e filosófica com conseqüências morais, devido ao alcance psicológico que possuia ao modificar a visão de mundo das pessoas que o adotavam, mas reconhecia que poderia haver uma fase religiosa no movimento, que deveria ser, porém, passageira (Kardec, Revue Spirite, 1963, pp. 377-379).

Talvez o problema do espiritismo enquanto religião seja causado pela confusão entre os conceitos de religião e de religiosidade, uma, expressando um conjunto de regras e comportamentos esteriotipados que se ligam às instituições religiosas hieraquizadas e tradicionais, e a outra, expressando um sentimento individual que é independente de se estar ou não vinculado a um movimento religioso. Como no espiritismo em sua essência não encontramos altares, sacerdotes, pastores ou rituais, não se pode designar o espiritismo como uma religião – pelo menos não no sentido convencional do termo -, a não ser em se admitindo um dos significados originais do termo religião, que seria o de religar o homem ao aspecto transcendente do universo, ou a Deus. Allan Kardec, baseado nas comunicações espirituais que recebia, chegou mesmo a colocar que o Cristianismo – que paira acima das Igrejas tradicionais, que são vertentes interpretativas da mensagem do Cristo, mas válidas todas, no sentido de estimular o homem à reflexão espiritual – já era, pela profundidade de sua mensagem, suficiente para apontar os caminhos morais da humanidade, sendo os espíritas, portanto, cristãos que deveriam possuir uma visão de mundo independente do que foi implantado na mensagem de amor do Cristo pelos dogmas dos credos estabelecidos, cultivando uma visão humanista e espiritual que amadureceria e se desenvolveria sempre mais a partir da razão e da reflexão íntima de cada um.

A doutrina espírita está baseada em alguns pontos ou princípios fundamentais, tais como:

    – Existência de uma Causa Primária ou Potência Primária, extremamente poderosa, origem e fundamento da existência de tudo o que há no universo, qualquer que seja o nome que Lhe seja dada; Inteligência Suprema que escapa a qualquer tentativa humana de definição precisa (qualquer definição é apenas aproximada, projetiva e imperfeita, atendendo à necessidade de abstração e busca de compreensão humanas); Deus, enfim (o Motor Imóvel de Aristóteles);

    – Existência de um Princípio inteligente, imaterial, dotado de personalidade, criado por Deus e cujas individualidades povoam o universo e que está sujeito às leias da evolução. De natureza espiritual, está, contudo, intimamente ligado ao mundo material, mas é independente e sobrevivente a este; é o espírito propriamente dito;

    – Aperfeiçoamento progressivo e interrelacional dos espíritos e, por conseguinte, das diversas espécies de seres da natureza, através de experiências sucessivas e, idealmente, progressivas em níves de complexidade orgânico-intelectual crescente, de acordo com o grau de aperfeiçoamente atingido por cada espírito, assumindo-se responsabilidades causais à medida que cresce seu grau de autoconsciência, e a responsabilidade de escolhas advinda do lívre-arbítrio conquistado, e que se expressam nos eventos mais significativos de sua existência corpórea, tendências e gostos;

    – Pluraridade dos mundos habitados, ou de vários planos de exitência, possibilitando o desenvolvimento integral das aptidões e capacidades do espírito;

    – Possibilidade de comunicação entre os homens “vivos” e os homens “mortos”, através de uma aptidão mais ou menos específica, chamada de mediunidade.

Este conjunto de princípios estabelece, por conseqüência lógica, uma filosofia de vida baseada numa visão de mundo que é bem característica dos que se professam espíritas, especialmente no que diz respeito à responsabilidade pessoal pelo próprio comportamento ético e intelectual.

Esta filosofia acaba por delinear, na vivência prática, uma estrutura moral e uma ética coerente muito próxima da visão de mundo que a Ecologia Profunda de nossos dias vem construindo: a responsabilidade pessoal e coletiva para o aperfeiçoamento pessoal e do próximo; o reconhecimento do próximo como seu semelhante e, portanto, de sua aceitação mesmo em suas diferenças; o reconhecimento da responsabilidade pelas próprias atitudes conscientes frente às pessoas e à natureza; a forte ligação afetiva e cármica, que se constrói pelos séculos, e que ligam pessoas e povos. Todos estes princípio se encontram mais ou menos explicitados na filosofia e no Cristianismo.

Existem, também, outros preceitos filosóficos mais amplos, com muito em comum com os das grandes tradições espirituais universais, como o Budismo, o Hinduísmo, Druidismo e o Taoísmo, por exemplo. Do mesmo modo, a visão filosófica da doutrina é concorde com as idéas de Platão, Plotino, Orígenes e muitos outros filósofos. Entre elas está o da existência de espíritos mais aperfeiçoados, que são geralmente considerados bons espíritos, e a existência de espíritos ainda imperfeitos ou atrasados na escala evolutiva, apresentando, alguns, uma tendência à malícia e à maldade, e que, portanto, podem ser classificados relativamente como maus espíritos (uma condição temporária), da mesma forma como existem espíritos que atingiram níveis mais elevados no campo moral e intelectual, como nas sociedades humanas existem pessoa das mais variadas índoles e de diferentes qualidades e vícios. Sendo assim, por exemplo, o Cristo é considerado um espírito de extraordinário desenvolvimento espiritual, ou um espírito puro. Deste ponto de vista, entende-se a forte ênfase dada pelos espíritas à instrução e à prática da caridade e da tolerância às diferenças humanas, pois, cedo ou tarde, todos ( não necessariamente os espíritas, em primeiro lugar, pois tudo depende unicamente do esforço pessoal em se melhorar ) atingirão graus mais elevados de desenvolvimento intelecutal e moral.

Histórico -. O espiritismo, tal como se entende hoje em dia como moderno espiritismo, teve suas sementes germinadas a partir de alguns fenômenos inexplicados que começaram a pipocar na América e na Europa em fins da primeira metade do século XIX. Geralmente os fenômenos de tipitologia (pancadas sem uma causa visível definida) e efeitos físicos ocorridos na cidadezinha de Hydesville, E.U.A, em 1848, são apresentados como o marco histórico inicial do desenvolvimento espírita contemporâneio. Porém, várias outras localidades passaram a relatar estranhos fenômenos de pancadas misteriosas e movimento de objetos que passaram a chamar a atenção das pessoas. Concomitantemente, surgiram outras manifestações de efeitos físicos por todo o mundo, dentre elas o chamado fenômeno das mesas girantes, que passou a ser explorado até mesmo em salões da sociedade.

O que de início foi encarado como leve diversão de salão, causado por forças físicas ainda inexplicáveis, chamou a atenção de alguns pesquisadores pela surpreendente manifestações de respostas “inteligentes” dadas pelas mesas às perguntas formuladas pelos participantes. Dentre estes pesquisadores, o professor francês Hippolite Léon Denizard Rivail (1804-1869) foi quem mais longe levou o estudo dos fenômenos, do que resultou a publicação de um livro de importância capital: O Livro dos Espíritos, que veio à luz em 1857, tendo o seu autor utilizado o pseudônimo de Allan Kardec. A partir daí, vários estudiosos e cientístas de renome se voltaram para o estudo do espiritismo, tendo, muitos, reconhecido publicamente a autenticidade e relevância dos fenômenos espíritas.

Dentre os mais famosos cientistas que estudaram o espiritismo, destacam-se, na Inglaterra, o biólogo Alfred Russel Wallace (1823-1913), o físico William Crookes (1832-1919), o fundador da Society for Psychical Research, William Henry Myers (1843-1901) e o físico Oliver Lodge (1851-1940); na França, grandes filósofos como Léon Denis (1846-1927) e o grande astrônomo Camille Flammarion (1842-1925), entre inúmeros outros, defendiam corajosa e abertamente o espiritismo, e o fisiólogo Charles Richet (1850-1935) se debruçou a tal ponto sobre o estudo dos fenômenos espíritas que acabou por formar uma área de estudos chamada de Metapísiquica Humana que, posteriormente, serviria de alicerce para o que hoje se chama de Parapsicologia. Na itália, destacam-se os nomes do criminólogo Césare Lombroso (1836-1909), do astrônomo Giovanni Schiaparelli (1835-1910) e, principalmente, do incansável e profícuo pesquisador Ernesto Bozzano (1861-1943), autor de livros extraordinários sobre Metapsíquica e Parapsicologia; na Alemanha, destacam-se os nomes de Karl Friedrich Zöllner (1834-1882) e do médico Alfred von Schrenck-Notzing (1832-1903), junto com o russo Alexandre Nikolaievitch Aksakov (1832-1903). Na Suíça, os fenômenos atraíram a atenção do jovem estudante Carl Gustav Jung (1875-1969), que os utilizou em sua tese de doutoramento em medicina, e que manteve seu interesse sobre fenômenos psíquicos por toda a vida; e, na América, outro ilustre psicólogo, e filósofo, William James (1842-1910) escreveu e discutiu extensivamente sobro o tema.

Em nosso século, particularmente na segunda metade, o espiritismo tem recebido, mesmo involuntariamente, profundas contribuições da ciência e de áreas sem vínculos com o espiritismo, como a Psicologia, especialmente a Psicologia Transpessoal, e de áreas de vanguarda como a Física Quântica, Neuropsiquiatria, e, na tecnologia, com as pesquisas em Psicotrônica e em Transcomunicação Instrumental, que é a captação e o registro de imagens e sons de espíritos – salientando-se que esta área está sendo desenvolvida por engenheiros eletrônicos, cientistas e técnicos sem nenhum ou com muito pouco contato com o espiritismo, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Portanto, a perseguição feita ao espiritismo por pessoas altamente tendenciosas, como o tristemente célebre Padre Oscar Quevedo (Cliquie aqui, para ver um texto sobre os pontos controversos de sua obra), que é um parapsicólogo teórico financiado pela Igreja para tentar estabelecer os fenômenos ditos espíritas em bases outras que possam desacreditar a doutrina, não se sutentam ante o desenvolvimento das ciências atuais, especialmente em relação à Psicologia Transpessoal. E, graças a Deus, ainda existem outros sacerdotes católicos – de reconhecimento internacional, como o Pe. François Brune – que estudam os fenômenos de transcomunicação instrumental e têm um ótimo contato com os espíritas.

Santo Agostinho

January 24, 2009

Batizado como Aurélio Agostinho (Aurelius Augustinus, em latim), Santo Agostinho nasceu a 13 de novembro de 354, em Tagaste, na Numídia (atual Argélia), entre Cartago e Hipona. Patrício, homem pagão e de posses e Mônica, modelo de virtudes cristãs (canonizada mais tarde), foram seus pais. Aos 20 anos, em 374, concluiu os estudos iniciados em Tagaste e que foram continuados em Madauro e Cartago. Nesta última cidade, com apenas 17 anos, passou a viver com uma concubina que lhe gerou um filho, Adeodato. Estuda retórica e a leitura de Cícero o desperta para a filosofia, aderindo à seita dos maniqueus (defensores do maniqueismo), dos quais pouco tempo depois se afastaria. Em 383 estava em Roma e, dois anos após, em Milão ensinava retórica. Nesta cidade conheceu Santo Ambrósio, que era bispo e que o batizou. Agostinho estava, então, profundamente impressionado com o cristianismo e dedicado ao estudo dos filósofos neoplatônicos. Sua conversão ocorre em 386, voltado para o silêncio da vida ascética. Foi ordenado padre em Hipona, pequeno porto do Mediterrâneo, no ano de 391. Quatro anos mais tarde é sagrado bispo, tornando-se coadjutor dessa mesma cidade. Em 395 passa a ser o titular com a morte do bispo Valério. “Em sua vida e sua obra, Santo Agostinho testemunha acontecimentos decisivos da história universal, como o fim do Império Romano e da antigüidade clássica. O poderoso Estado que durante meio milênio dominara a Europa estava a esfacelar-se em lutas internas e sob o ataque dos bárbaros. Em 410 Santo Agostinho viu a invasão de Roma pelos visigodos e, pouco antes de morrer, presenciou o cerco de Hipona pelo rei dos vândalos, Genserico. Nesse clima, em que os cismas e as heresias eram das poucas coisas a prosperar, ele estudou, ensinou e escreveu suas obras” (1)
Santo Agostinho faleceu a 28 de Agosto de 430.
Suas obras mais importantes são: De Trinitate (Da Trindade) em 15 volumes (400): trata-se de uma sistematização da teologia e filosofia cristãs; De civitate Dei (Da cidade de Deus)(terminada em 426): nela são discutidas as questões do bem e do mal, da vida espiritual e material, assim como a teologia da história; Confessiones (Confissões) (397/398): é a sua autobiografia; existem, também, muitos outros trabalhos contra as heresias dos maniqueus, dos donatistas, dos priscilianistas, pelagianos e arianos, de catequese e de uso didático, além dos sermões e epístolas (algumas para São Jerônimo), nos quais interpreta com maestria as diversas passagens das Escrituras.
Bibliografia consultada:
(1) Nova Enciclopédia Barsa, Volume 01, 1997, páginas 143/144
Sto. Agostinho _ Cem Páginas. _ Seleção do Padre Moreira das Neves, Livraria Bertrand _ Lisboa, 1945

Pessoas Influentes Na Sua Vida

SUA FAMÍLIA Patrício – Pai, oficial
Sta.Mônica – Mãe, fervorosa cristã.
Navigio – Irmão, morreu jovem.
Perpétua – Irmã, religiosa dos primeiros mosteiros.
Melânia (?) – Mãe de seu filho Adeodato.
Adeodato – Seu filho, morreu jovem.

SEUS COMPANHEIROS E AMIGOS
Alipio – Conterrâneo e discípulo.
Evódio – Membro do grupo em Milão.
Severo – Membro da 1ª comunidade.
Possídio – Autor da 1ª biografia e erudito cristão.
Nebrídio – Discípulo de Agostinho na Itália.

SUAS MOTIVAÇÕES E INSPIRAÇÕES
Romaniano – Rico, amigo da família.
Cícero – Poeta latino e autor de O Hortêncio.
Fausto – Chefe supremo dos Maniqueus.
Santo Ambrósio – Bispo de Milão.
S. Jerônimo – Grande estudioso e erudito cristão.
Ponticiano – Empregado da Corte Imperial.
Mario Victorino – Filósofo do século IV.

OBRAS MAIS IMPORTANTES
As Confissões – Autobiografia.
A Cidade de Deus
A Trindade
Ensaios Filosóficos
Tratados Educacionais e Tratados Bíblicos
Sobre a Vida Religiosa, Dogmáticos e Apologéticos.

Lugares Mais Importantes Em Sua Vida

TAGASTE • cidade natal • início dos estudos • primeira experiência como professor de gramática • primeiro mosteiro agostiniano.

MADAURA • educação secundária.

CARTAGO • estudos superiores: artes liberais e retórica • primeira experiência como professor de retórica • sede de muitos concílios que participou como bispo • fundação de um mosteiro agostiniano.

ROMA • capital do Império Romano • cátedra de retórica • lugar de repouso depois da morte de sua mãe.

MILÃO • residência do Imperador • cátedra oficial de retórica no palácio imperial • lugar da sua conversão e batismo.

ÓSTIA TIBERINA • porto marítimo de Roma • êxtase • morte e sepultura de sua mãe.

CASSICÍACO • vila perto de Milão • lugar de retiro em companhia de seus amigos antes do batismo escreve vários tratados filosóficos em diálogo com seus amigos.

HIPONA • sede diocesana de Agostinho onde foi ordenado Sacerdote e depois Bispo. Fundou três mosteiros; onde morreu e foi sepultado.

Fonte: http://www.osa.org.br

Obama acts

January 23, 2009

I am happy that Obama is acting at the international level. May he contribute for the peace in the world!

Origins of Goa:

January 22, 2009

We have the famous Parashuram legend of the creation of Goa. According to tradition, Parashuram, the sixth incarnation of Vishnu ,  travelled from the north and reached the Sahyadris, stood atop it and shot an arrow into the sea. The sea is believed to have been upto the base of the Sahyadris. The arrow is supposed to have fallen at the point where Benaulim (or Bana-halli) (ban meaning arrow and halli is village) is and Parashuram ordered the sea to recede,  and, thus, the land of Goa came into being. It is in this legend that myth, history and geology have fused together. When we sift through this theory, the geological history of Goa comes to the surface and the myth starts fading. Parashuram might have been a historical figure who had brought ninety-six (Shannav, which got corrupted to Shenvi or Shenoi) Gaud Sarawat families to Goa. Of these sixty-six Gaud Saraswat families were settled in Shashtti (Salcette) where Shashastth is sixty-six and thirty Gaud Saraswati families settled on the island of Tiswadi (Wadi or area where thirty GSB families settled). This,. being the historicity of the Parashuram theory, the rest can be interpreted by studying the geological history of Goa. According to geologists, Goa was part of the huge plateau called Gondwanaland, about 100 million years ago,  and was lying submerged under the sea. The Geology Department of Dhempe College, Panjim, Goa,  has a mini-museum of our rich rock heritage.

NOVO KORAR

January 22, 2009

*Fr.Ivo da Conceicao SOUZA

1.1: Zhuzachea kallar ami jietat. Zhuzachim kallim-kitt kirnam raxtranchea mollbar manddleant. Ken’na vixv-zhuz suru zait, hem konnoch nokllo. Hea velar ami xantiche koblatichi khobor kortat. Korar raxttram modhim.

1.2: Abraham bhavartacho bapui.

1.3: Kristanvponn mhonnllear nhesnnancher, nanvancher ani ritichalincher dhorlolem-thaplolem na, oxem ami gel’le khepim mhonnlam. Novenam ani festam, ostomtechim novlam ani chaliriti, hancher Kristanvponnn dhorlolem na. Heo sogleo bhaileo vostu mhonnlear bhitorle novsornnecheo khunna. Bovall, chodd prarthnam, upas, fogetti-hem soglem bhailean amcho on’bhov ucharunk zai, ponn zor tor soglem korun bhitorli, kallzachi akharnni na, zalear soglem om’tea kollxear udok, ddo-ddo-fo…

2.1: Jezuche govai zanvk amam somestank apovnnem asa. Kosloi amcho vavr zavm, ami Jezuche xis. Jezuchea Xubhvortomanachea uzvadda-bollan ami amchem xubhvortoman boroitat. Amchi vatt uxir, ponn sukhak vhorta tosli vatt. Jezuchi adnea mhonnlear mogachi adnea: “Ekamekacho mog korat, jeporim hanvem kela tumcho” (Ju 13:34, hea vak’keant “jeporim” mhonnche Jezu nhoinch amcho namunno, ponn hea deivik mogachi zhor). Ponn hi mogachi adnea sompi nhoi. Zhodd-moskil adnea tantunt atthaploleo asat: “Hanv tumkam khoreponnim sangtam: Gonvacho konno/gotto zom’nnir poddon morona, zalear to eksuro urta, ponn to morot, zalear bhorpur foll/pik dita” (Ju 12:24). “Zor tor konnoi mhozo patthlav korunk sodit, zalear tannem apnnakoch path korchi, aplo khuris vengoicho ani mhojea patthlean ienvchem” ( Mk 8:34). “Tumchea dusmanancho mog korat ani tumcho dves kortoleank borem kor” (Lk 6:27). “Konnak poilo zanvchi khoxi asot, zalear tannem sogleam poros nimanno ani sogleancho chakor zanvcho” (Mk 9:35). Jezuchim totvam amchea soimachim nhoi, tim amkam man’nant zait, ponn tim amkam khoro-niz rosto dakhoitat: mogacho, sukhacho rosto.

2.2: Amchea jivitachem xubhvortoman khup lok vachta, jim konn Jezuchem Xubhvortoman vachinant, tim porean chotraen amkam polletat ani amchi topasnni kortat. Him Kristi mon’xam koxim jietat, mogan vo dusman’kaen? Hem pollevn amchea dhormachi topasnni tim kortat. Okristi mon’xam poilea Kristanvank pollevn, oxem mhonntalim: “Polleiat, tim koxim ekamekacho mog kortat, ekamekak bogxitat” (Tertullian, Apologetikon 39:7).

2.3: Amcho nichev zavm di: Ami soglim eka monachim, eka kallzachim zanvk zai. Amchem jivit mhonnlear Devachea mogacho arso koso sogleanchea dolleam mukhar porzollunk zai. Amchem Kristanvponn Kristi mona vorvim dusreank uzvadd-pormoll zavm-di!

COURAGE TO BE

January 22, 2009

*Dr.Ivo da Conceicao Souza

Introduction:

In this topsy-turvy world we need courage.

Definition of Courage:

We need courage to be, to live, speak, to act as men, Christians, as priests, as formators, as leaders.

Courage is a useful concept for the analysis of the human situation, of our existence as a human being, as a Christian, as a Christian leader.

Courage is an ethical reality, but it is rooted in the whole breadth of human existence and ultimately in the structure of being itself. It must be considered ontologically in order to be understood ethically. Since the moral/ethical character of courage remains incomprehensible without its ontological character, let us have a glance throughout.

Socrates had stated that “we have failed to discover that courage really is”; and according to him, virtue is knowledge, and ignorance about what courage is makes any action in accordance with the true nature of courage impossible.

Paul Tillich in his book The Courage to Be unites both meanings of the concept of courage, the ethical and the ontological. Courage as a human act, as a mater of evaluation, is an ethical concept. Courage as the universal and essential self-affirmation of one’s being is an ontological concept. The courage to be is the ethical act in which affirms his own being in spite of those elements of his existence which conflict with his essential self-affirmation.

Courage is to act for the sake of what is noble, beautiful, praised and to reject what is to be despised. What is noble and praiseworthy actualizes the perfections of the being and fulfills its potentialities. Courage is the affirmation of one’s essential nature, in spite of fat and death. It is a matter of the heart (from coeur, cor; kallji, kalljidar). The greatest test f cordage is the readiness o sacrifice one’s life. The Greek word for courage, andreia (from aner, andros, manliness) or Latin word fortitudo (strength) indicate the military connotation of courage (soldier’s courage). This ‘venturing courage’ would be called in religious terms “risk of faith”. The courage to be is the courage to affirm our own rational nature, in spite of everything in it that conflicts with its union with the rational nature, in spite of all doubts, vicissitudes and hesitation.

SARS AND ECO-THEOLOGY

January 22, 2009

COURAGE TO BE

January 22, 2009

*Dr.Ivo da Conceicao Souza

Introduction: In this topsy-turvy world we need courage. Definition of Courage: We need courage to be, to live, speak, to act as men, Christians, as priests, as formators, as leaders. Courage is a useful concept for the analysis of the human situation, of our existence as a human being, as a Christian, as a Christian leader. Courage is an ethical reality, but it is rooted in the whole breadth of human existence and ultimately in the structure of being itself. It must be considered ontologically in order to be understood ethically. Since the moral/ethical character of courage remains incomprehensible without its ontological character, let us have a glance throughout. Socrates had stated that “we have failed to discover that courage really is”; and according to him, virtue is knowledge, and ignorance about what courage is makes any action in accordance with the true nature of courage impossible. Paul Tillich in his book The Courage to Be unites both meanings of the concept of courage, the ethical and the ontological. Courage as a human act, as a mater of evaluation, is an ethical concept. Courage as the universal and essential self-affirmation of one’s being is an ontological concept. The courage to be is the ethical act in which affirms his own being in spite of those elements of his existence which conflict with his essential self-affirmation. Courage is to act for the sake of what is noble, beautiful, praised and to reject what is to be despised. What is noble and praiseworthy actualizes the perfections of the being and fulfills its potentialities. Courage is the affirmation of one’s essential nature, in spite of fat and death. It is a matter of the heart (from coeur, cor; kallji, kalljidar). The greatest test f cordage is the readiness o sacrifice one’s life. The Greek word for courage, andreia (from aner, andros, manliness) or Latin word fortitudo (strength) indicate the military connotation of courage (soldier’s courage). This ‘venturing courage’ would be called in religious terms “risk of faith”. The courage to be is the courage to affirm our own rational nature, in spite of everything in it that conflicts with its union with the rational nature, in spite of all doubts, vicissitudes and hesitation.