Archive for the ‘Freedom Fighters’ Category

Freedom Fighter:T.B.Cunha

January 15, 2011

Tristão de Bragança Cunha (1891 -1958) was a prominent nationalist and anti-colonial activist from Goa (then part of Portuguese India, now modern India). He is popularly known as the “Father of Goan nationalism”, and organizer of the first movement to liberate Goa from Portuguese rule.

T.B.Cunha was born on April 2, 1891 in the village of Chandor in Goa. He complete his school education in Panjim and then went to Pondicherry to French College for his B.A. and then to Paris. There he studied at the Sorbonne University and obtained a degree in electrical engineering. In Paris, Cunha entered the circle of Romain Rolland and helped publicize the Indian independence movement generally, and the case of Portuguese India in particular, in the French-language press.

Cunha returned to Goa in 1926 and he set up the Comissão do Congresso de Goa (Goa Congress Committee) in Goa in 1928 to organize the Goan intelligentsia against Portuguese colonial rule. Pressurised by Portuguese authorities, Cunha transferred operations to Bombay and, in 1938, affiliated his organization with the Indian National Congress. He continued publicizing the Goan case in a stream of articles and books, denouncing Portuguese rule. Among his publications were booklets “Four Hundred Years of Foreign Rule” and “The Denationalization of Goans” (1944). Cunha was an advocate of Goan identification, political as well as cultural, with greater India. In 1946, Cunha helped organize the famous assembly in Margão, inviting the INC speaker, Ram Manohar Lohia, to address what was arguably the first and largest mass gathering yet, setting in motion the Goa Liberation Movement. Along with the other organizers, Cunha was arrested by the Portuguese authorities in 1946. He was kept in dark damp cell at Fort Aguada. He was the first civilian to be tried by a military tribunal. He was court-martialled and sentenced to eight years imprisonment. He was deported to the Peniche prison in Portugal. After his release from Portugal in 1954, Cunha returned to Bombay. Cunha formed and headed the “Goa Action Committee”, to help coordinate the numerous Goan liberation organizations that had emerged by this time. He published a newspaper called “Free Goa”. He died on September 28, 1958.  Loknayak Jaiprakash Narayan was one of the pallbearers. The Government of India issued a postage stamp in his honour.

Heroi no Quarto Aniversário da Morte de Tristão de Brangança Cunha – Poem by Visnum Porobo Sincró commemorating the fourth anniversary of Cunha Bragança’s death.

Luis de Menezes Bragança

January 24, 2009

Um Jornalista Goês de Valor

Luís de Menezes Bragança nasceu em Chandor em 15 de Janeiro de 1878, filho de Domingos Juveniano Menezes, de Calapur (Ilhas) e de Claudina Stael de Bragança Menezes, de Chandor.

Órfão de pai aos sete anos de idade, Luís de Menezes Bragança, seguindo a velha praxe, fez os eus estudos no Seminário de Rachol. Frequentou, depois, o Liceu de Panjim (1897-98) e fez o exame das cadeiras de português, latim, literatura, geografia, história, matemática, física, economia política e marata, e obteve distinções em todas as cadeiras, menos na de marata. . Ele revelou raro poder intelectual e amor às letras e às ciências. Em 1899 saiu do Liceu e em 1900 entrou na Escola Médica. Mas não pode fazer o exame doprimeiro ano pore star acometido de febre tifoide. Depois dessa doença, MB ficou um ano a convalescer em Panjim, tendo afinal abandonado o curso de Medicina. Durante o seu prolongado repouso, tomou gosto pela leitura. Viam-no le raté altas horas de noite. MB fez a estreia de jornalista no diário O Heraldo e depois no O nacionalista, do seu tio e sogro, Dr.Ligório de Cunha, de Cuelim, e no Comércio, de Panjim, da direcção do adv. A.X.Gomes Pereira, em 26 de Outubro d 1909. Em 3 de Abril de 1911, MB abalançou-se a fundar o seu próprio jornal O debate, jornal de doutrina, de ideias e de crítica, republicano e democrático, tendo por alvo a reformação mental do goês e a familiarizá-lo com pensamento contemporâneo.

Pouco depois de ter dado brilho ao mais antigo diário das colónias portuguesas, MB eclipsou-se, refugiou-se no seu palácio de Chandor, para reapareer num semnário chamado Nacionalista, em que ele revelou o seu espírito de independência e aprumo intelectual. Nascido numa família católica e educado no Seminário de Rachol, ainda novo MB quebrou a tradição da sua ancestralidade religiosa. Etra resultado dos escritores como Renan, Montesquieu, Diderot, Voltaire e Enciclopedistas Franceses. Apaixonou-se pela liberdade e pelos princípios altos. Ele sentiu o espírito de intolerância religiosa e atacou o clericalismo e a dominação da Igreja. Ele foi livre pensador, mas sempre batalhou em prol da verdade tal qual ele conheceu e viveu. A sua hostilidade ao clero era impessoal.

Com a implantação da República, todo o esforço de MB orientou-se no sentido de ver o seu ideário plenamente realizado. Daí, o Debate foi o mais poderoso veículo de suas ideias. Ele defendeu a pureza de doutrinação republicana. Mostrou o vigor das suas conviccões de antes quebrar do que torcer. O Debate impunha-se pela sua linha de conduta, sobria, elegante, culta Nãso pretendeu imitar o estilo dos outros. A sua linguagem era límpida e rica. Manejou a língua com extema destreza e elegância. Foi sempre vitorioso, esgrimindo com florete nos seus ecos e comentarios. Revelou uma inteligencia olimpica, orientada e esclarecida por espirito cientifico. Ele foi inimigo figadal da monarquia, mas apoiou a Republica. Colaborou com o jornal Pracasha, cujo primeiro numero saiu em 23 de Março de 1928, da direcçao do advogado Venctexa Sar Dessai. Destinava-se a defesa da liberdade religiosa. Ele defendu o principio constitucional de liberdade de cultos. Ele combateu a Ditadura do Estado Novo, a sua politica liberticida e o regime da escravizacao, introduzido pelo Acto Colonial da autoria do Dr.Antonio Salazar.

Entre os jornais de Goa, Pracasha era unico jornal que era especialmente lido e considerado ate pelo proprio Dr.Salazar. Ele combateu a Ditadura Sidonista e Salazarista. Ele obteve vitoria na luta contra o regime de Republica Nova do Sidonio Pais e contra o irritante procedimento do Governandor, Freitas Ribeiro. Com o triunfo desta grande batalha, pode considerar-se fechado o esplendoroso ciclo de existencia do Debate que começcou a publicar-se em 3 de Abril de 1911 e findou inesperadamente com o numero de 16 de fevereiro de 1921.

Enquanto se publicava o Debate. actividade de MB nao se limitou  somente ao jornal. Ele tomou aprte activa nos Congressos Provinciais de Goa, sendo eleito seu quarto Presidente.  O Debate que começara a sua publicaçao em 3 de Abril de 1911, cessou-a em 16 de fevereiro de 1921. Desde 1919 a 1921 MB representou o Concelho das Ilhas no Conselho do Governo. Em 1924, o Governo da India enviou MB como um dos seus delegados, para o Segundo Congresso Colonial de Lisboa. O Pracasha foi suspenso pelo Governo em 28 de Julho de 1937.

Quando em 1938, Jose Cabral foi nomeado Governandor da India, Rocha Diniz, ao tempo Procurador da Republica em Lourenço Marques recomendou ao MB o novo Governador, por ser liberal. Mas MB, feil ao seu ideario democratico e anti-ditatorial, respondeu que ele nao podia colaborar com um Governador que servia uma situaçao que ele combatia. Mas quis o Destino que MB falecesse no mesmo dia em que Jose Cabral chegou a Goa, em 10 de Julho de 1938. O Instituto Vasco da Gama fou denominado Instituto Luis Menezes Bragança. a partir do dia 10 de Julho de 1963 por portaria do Governo de Goa, Damao e Diu, sendo o Governandor Tenente T.Shivasankar. Na mesma data, a Camara Municipal das Ilhas, da presidencia do Dr.Maximo Menezes, deu o nome do ilustre patriota ao antigo Parque Salazar. Em 23 de Dezembro de 1964, o Ministro de Educaçao Cormoli inaugurou nesse parque o busto de MB em bronze, com pedestal de marmore, do cinzel do arista goes, laureado pela Academia das Belas Artes de Berlim, Piedade da Cruz, no mesmo sitio onde antes se erguia o busto do Dr. Salazar. Em 25 de Janeiro de 1965 procedeu-se a inauguraçao do outro busto de MB em Margao, onde ele pilotou a grande batalha de Abstençao Eleitoral contra o Governo Portugues que sofismava a autonomia da India Portuguesa. D.Maria de Menezes Bragança foi convidada a descerrar o busto do seu pai. O programa finalizou-se com a publicaçao do volume em que foram publicados os seus artigos.

Relembrando um Goes de Caracter

January 19, 2009

No dia 19 de Dezembro os Goeses se lembram da ‘’libertação’ ou ‘invasão’ de Goa pelas tropas indianas. Estava eu então no quinto ano do Curso Preparatório do Seminário de Saligão-Pilerne. Nestas alturas me lembro de homens que trabalharam contra as injustiças cometidas contra o povo. Professor Carlos da Cruz foi um homem de carácter que trabalhou pela povo até à morte. Ele foi homem de silêncio, infelizmente continuou a viver em silêncio também após a morte. Não se falou do seu valor. Mas ainda as pedras falarão no lugar em que ele nasceu, viveu e morreu.

Carlos Luís Martinho Nazário da Cruz nasceu aos 28 de Julho de 1907 em Chandor, Salcete, Goa. Os seus pais eram João Napoleão Víctor da Cruz e Amélia Ritinha Clara Lobo e Cruz. Ele foi um filho distinto do solo goês: professor, jornalista, lutador pela liberdade (freedom fighter), e um obreiro social no sentido verdadeiro da palavra. É interessante conhecer a sua vida de maneira que a juventude hoje possa admirar o modelo que ele nos deixou. Os Portugueses poderão admirar o sentido da liberdade e de emancipação que os Goeses viveram naquelas alturas. Admiramos o povo português, mas conhecemos também o valor dos goeses, que de resto eram admirados (e continuam a ser admirados) pela gente lusitana.

· · Carlos da Cruz estudou no Liceu Nacional em Pangim (Nova Goa). Mas não lhe permitiram avançar e terminar o seu Curso no Liceu, porque já então revelava tendências liberais e independência do espírito. Ele completou então a Escola Normal e fez o exame de Advogado, sem ter feito o quinto ano do Liceu. Como ele era inteligente, sempre colheu louros nos seus estudos. Ele foi mandado a uma aldeia remota e atrasada de Arambol, onde ele trabalhou com amor por massas da gente pobre e abriu lá uma escola para os trabalhadores que poderiam assistir de noite. Foi a primeira escola nocturna. Ele ensinava lá os direitos humanos e deveres cívicos, como também a civilidade e urbanidade. Ele foi sempre crítico das autoridades, quando fosse necessário. Escrevia ao «Anglo-Lusitano », mas os seus artigos não eram publicados. Então ele inaugurou um seu jornal «Oriente» e continuou a sua cruzada contra as injustiças perpetradas pelo Governo Português contra os Goeses.

· · Foi transferido a Silvassa, capital do districto de Dadra e Nagar-Haveli (que pertencia aos Portugueses até 1954). Ele continuou a ensinar e a ministrar língua e cultura portuguesas ao povo simples e rústico. Ao mesmo tempo, ele observou as condições desumanas do povo e trabalhou por ele. O povo era adivasi, indígena, e primitivo. Havia muita corrupção lá. Ele começou a publicar um outro jornal «Sandalcado», com o nome dum rio que corria entre Damão Grande e Damão Pequeno. Ele foi dimitido do serviço, contudo ele continuou a trabalhar e a lutar pelos seus direitos. Ele foi preso pelas autoridades portuguesas doze vezes, ele era «salvador» para essa gente.

· · Veio a conhecer outros goeses revolucionários, como Dr.Tristão Bragança Cunha e tornou-se membro activo da Comissão do Congresso de Goa. Também entrou em contacto com chefes nacionalistas, como Ram Manohar Lohia. Escrevia a Jawaharlal Nehru sobre os eventos políticos de Goa. Em 2 de Agosto de 1954 foi libertada Nagar-Haveli e se tornou parte e parcela de Índia. O Governo da Índia nomeou-o “Public Prosecutor” de Nagar-Aveli. Ele trabalhou ainda nesta posição pelo levantamento dos adivasis.

· · Faleceu repentinamente na tenra idade de 51 anos, após breve doença em 25 de Agosto de 1958. Estando doente ouviu cantar o Hino Nacional. Ele se levantou do leito, saudou a bandeira indiana e deu a sua esposa uma rupia para a sua sepultura. Ele morreu pobre sem deixar um ceitil. Ele se dedicou ao levantamento das massas.

Não figura o seu nome entre os lutadores pela liberdade de Goa. Foi grande factor deste feito. O centenário do seu nascimento foi celebrado em 28 de Julho de 2007. Gurunath Kelekar intenta publicar um livro acerca dos libertadores cristãos.

Dr.Ivo da Conceiçao e Sousa

AN UNKNOWN FREEDOM FIGHTER

January 19, 2009

We do remember our freedom fighters. Each one of them has done a lot for the liberation of Goa. I have come to know about one of them who has remained unknown, though he has been living as a man for others.

Professor Carlos da Cruz was a man of character, dedicated, sincere, selfless, who fought for the human rights till his death. He was a man of silence, but a man of action: silent action. He continued to live in silence in the memory of our people. He was a man of calibre. Even stones should be telling about the moral greatness of this man. Carlos Luís Martinho Nazário da Cruz was born on July 28, 1907 in Chandor (Chandrapur), Salsete, Goa. His parents were João Napoleão Víctor da Cruz and Amélia Ritinha Clara Lobo e Cruz. He excelled in several fields: he was a professor/teacher, journalist, freedom fighter, selfless social worker. It is interesting to know about his life so that our youth may emulate him.

He studied in the National Lyceum of Panjim (Nova Goa). He was not allowed to finish his studies, because he revealed his independence of spirit. He completed his Escola Normal and did the examination of law, without having finished the 5th year of Lyceum. He was clever and passed his exams with flying colours. He was sent to the backward village of Arambol, where he toiled and moiled for the poor people. He started a night school for the workers. It was the first night school in Goa. He taught them human rights and etiquette. He was writing constructive articles for journals. He was sending articles for «Anglo-Lusitano», but they were not published. Then he began his own paper «Oriente» and continued to fight against injustice perpetrated by the Portuguese Government aginst Goan people. He was transferred to Silvassa, capital of the district of Dadra and Nagar-Haveli (which was belonging to the Portuguese till 1954). He continued to teach and impart the knowledge of the Portuguese language and culture to the simple people. He observed inhuman conditions of the people and worked for them. The people were adivasis, indigenous and primitive. There was a lot of corruption there. He began publishing another journal «Sandalcado», under the name of a river that flows between Great Daman and Small Daman. He was dismissed from the service, nonetheless he continued to work and to fight for the rights. He was imprisoned by Portuguese authorities twelve times, he was really a “saviour” for those people. He came to know other Goan revolutionaries, like Dr.Tristão Bragança Cunha, and became an active member of the Committee of the Goa Congress. He was also in contact with the nationalist leaders like Ram Manohar Lohia. He was writing to Jawaharlal Nehru on political events of Goa. On August 2, 1954, Nagar-Haveli was liberated and became part and parcel of India. The Government of India named him Public Prosecutor of Nagar-Aveli. Even in this post he worked for the uplift of the adivasis.

He died suddenly at the tender age of 51 years, after a brief illness, on August 25 of 1958. While he was ill, he heard the National Anthem and got up from the bed and gave one rupee for his burial. He died poor without leaving one pie. He devoted himself for the uplift of the masses.